
o que estou fazendo aqui? com quantas pessoas eu posso estar? quantas pessoas eu posso amar? a gente pode abandonar os amigos? todas as pessoas são bonitas? e se eu sempre disser sim? e se eu nunca disser não? e se não der tempo de conhecer todos os lugares do mundo? e se eu não conseguir amar todas as pessoas do mundo? e seu eu não for famoso? e seu eu não for bom? e se eu não for feliz? e se as pessoas estiverem enganadas? e se só eu estiver enganado? e se eu perder o grande amor da minha vida? e se o grande amor da minha vida não existir? e se ninguém mais me amar? e se eu ficar igual a eles? e se eu não salvar o mundo? e se eu fumar toda a vida e não tiver cancêr? e se eu não fumar e tiver? e se alguém morrer? e se o dinheiro virar um problema? e se eu não morar em Paris? e se eu não beber todos os vinhos do mundo? e se eu não ler Proust? e se eu não amar toda a poesia brasileira? e eu? e se as pessoas que eu amo não souberem disso? e se eu me decepcionar? e se eu cair na real? que real?
Fui convidado pela revista Zupi para fazer o start/stop da primeira edição da Zupi Erótika.
Como a um tempo não flertava de frente com a arte erótica resolvi fazer uma pesquisa imagética sobre o tema, que por sinal sempre me interessou. Me deparei instigado com fotografias pornográficas do começo do século XX, uma delas em especial: uma espécie de orgia feita com colagens de várias fotos. Foi dessa colagem que desenvolvi toda a estrutura do trabalho.


fotografias que datam de 1920. | Curioso como alguns temas e fetiches continuam os mesmo: o lesbianismo como a saciação de um desejo masculino, objetos de dominação, mulheres com acessórios que simulam o pênis , etc. Outra coisa me chamou a atenção: a capacidade do distanciamento temporal de transformar essas fotos, décadas atrás grotescas e pornográficas, em fotografias de sutil beleza, ficando elas a transitar entre limite movediço da pornografia e erotismo.


início do trabalho: estrutura em grafite e primeiras camadas em aquarela.

Resultado final já impresso na revista.
para adquir a revista: aqui.

Os mascarados da cidade de Pirenópolis
Série de fotos que fiz durante a Festa do Divino nos anos de 2007, 2008 e 2009.
Os mascarados são um desses tesouros da cultura brasileira que poucos conhecem. Para saber mais, aqui.
I S S O M E I N T E R E S S A
espero luísa de dentro do carro.
há roseiras em sua porta.
luísa é tecido, sorriso e espera.


Nessa quarta-feira, dia 16, as 19:30 será o coquetel de inauguração da exposição coletiva realizada pela galeria Andrea Mendes e a loja Bontempo. Participarei juntamente com mais 40 artistas. Desenhos, esculturas, fotograficas, gravuras e pinturas. Estão todos convidados.
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RELEASE
A Exposição coletiva 2009 da Andrea Mendes Galeria de Arte em parceria com a Bontempo tem como eixo constituinte um convite a fruição artística em um ambiente muito especial.
Busca também evidenciar e apresentar trabalhos de artistas contemporâneos regionais, nacionais e internacionais. Apresentará ainda artistas consagrados e novos talentos emergentes no cenário artístico de Brasília. É uma excelente oportunidade para apreciar trabalhos de artistas de diferentes gerações, percursos e orientações artísticas, com suas inspirações, ações figurativas e abstratas, manifestadas através de desenhos, esculturas, fotografias, gravuras e pinturas.
ARTISTAS
Amanda Calluf; Ana Lucia Mariz; Anas Abdelrahim; Anderson Schneider; Andrea Mendes; Aurélio Flôres; Darlan Rosa; Denize Torbes; Elda Harrington; Eric Garault; Evandro Teixeira; Gabriele Sausen; Helena Lopes; Humberto Lemos; Jacque Gilbert; Janaína Miranda; Joaquim Paiva; José Rosa; Leda Watson; Léo Arlé; Lucia Vilaseca; Luiz-Ary Buriche; Mariza Formaggini; Marco Ferreira; Omar Franco; Paulino Aversa; Pawel Zak; Pedro David; Renan Cepeda; Ricardo Queiroz; Rinaldo Morelli; Roland Dufau; Roosevelt Nina; Rui Faquini; Silvestre Machado; Tarciso Viriato, Tatiana Fernández; Thiago Barros; Virgílio Neto e Wanda Michalak.

tenho a chave nas mãos.
pouco me importa,
entraria pelas janelas se preciso.
tudo quieto.
aqui e na lembrança.
não temo.
se o cheiro azedo do quarto me assusta,
o silêncio me acalma cantando sua velha canção.
derramastes vinho sobre o tapete Tereza?
tudo bem.
por aquela noite mancharia a casa inteira.
virgílio neto



Pesquisando para um novo trabalho, desenho para o start/stop da edição Erótika da revista Zupi. Lançamento dia 20 de setembro.

Estreia nesse sábado em Brasília pelo festival Cena Contemporânea a peça Ópera de Três Vinténs. Dirigida por Hugo Rodas com a produção e atuação de ex-alunos da Universidade de Brasília.
Tive a alegria de participar fazendo a arte do cartaz e outros materiais gráficos. Sempre desafiador megulhar num universo desconhecido de grandes artistas (Brecht, Kurt e Rodas) e de outras linguagens (luz, som, texto, música, gestos, etc) e traduzí-lo em uma imagem. Viajei ao submudo de Londres para voltar ao Brasil contemporâneo.
Pra quem não se lembra, essa é uma releitura de Brecht da Ópera dos Mendigos, de John Gay; a mesma usada na conhecida Ópera do Malandro, músical do nosso querido Chico.
Fica a dica cultural do fim de semana.

No fim de semana passado fui fotografar a apresentação de Bumba-meu-Boi que teve em Brasília, varíos grupos do Maranhão, Piauí e o Boi do Seu Teodoro de Brasília. Ser brasileiro é ser estrangeiro em sua própria terra.



O Brasil não revelado.
O Brasil cor.
O Brasil movimento.
O Brasil suor.
O Brasil encanto.


Não entendo nada.
Não sei da nada.
Mas isso de alguma forma sou eu.
ISSO ME INTERESSA.

IX Salão de Artes do Iate Clube de Brasília.

IX Salão de Artes do Iate Clube de Brasília.


Detalhe de algumas obras expostas // detail of some artworks:
1.Breno Rodrigues, prêmior revelação, “Cogobó I”, óleo sobre tela.
2.Antonio de Paula, “Exploração da Memória do Acaso”, gravura, ponta seca e solvente.
3.Paulo Faria, “Inversões da Paisagem IV”, objeto.
4.Luciana Paiva e Matias Monteiro, “Peça da Montanha”, instalação.
5.Pedro Ivo, “Sem Título”, óleo sobre tela.
6.Jojota, “Caramujo”, video intalação.
7.Marcelo Gandhi, “Sem Estrutura”, desenho, nanquim sobre papel.
8.Virgílio Neto, “Sem título”, desenho, aquarela e nanquim sobre papel.
9.Liliá e Gustav Liliesquist, 3° prêmio, “Adaptação I, II, II”, fotografia.
10.Walter Karwatzki, “Memória da Dor”, fotografia.
ps. se alguém souber o link da alguma página dos artistas entre em contato para que eu atualize aqui.




