simples tiago.
camisa branca. dentes amarelos.
contente com minha presença em sua casa.
ele falava.
falava.
mas seus olhos não me deixavam escutar.
eles gritavam.
gritavam e dançavam uma dança triste…
e foi lá em seus olhos
que eu vi o vazio de cada um de nós.
como se deus o escolhesse para pagar nossos pecados.
há meses que não o via.
pareciam dias.
hoje resolvi passar em sua casa,
como deve ainda acontecer nas cidades do interior…
214 norte.
a tarde entrava na sacada empoeirada.
foi quase triste nosso encontro:
sol e poeira.
meu amigo tiago.




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